Claudio Tozzi

07 a 30 de abril de 2002

FRAGMENTOS CRÍTICOS

Nos últimos anos seu trabalho adquiriu maior força pictórica. À sua preocupação construtiva somam-se aspectos novos: a matéria, a textura, o recorte, a volumetria.
Fábio Magalhães

Claudio Tozzi, como Volpi, desconstruiu a fachada arquitetônica, escolhendo alguns detalhes-signos para, com eles, reconstruir não mais o edifício figurativo, que desabou, mas a própria arquitetura imagística.
Frederico Morais

A obra criada por Claudio Tozzi é extremamente nítida. Ela se apresenta como um ser, uma presença que está ali, um fato do mundo, uma entidade de per si, única, direta, concreta. É ser e coisa. É um objeto na ordem da existência, uma invenção humana, um ser posto no mundo.
Jacob Klintowitz

Tozzi se enquadra numa linha das masi ilustres da arte brasileira, que é da arte construtivista, a que também alimenta, no fundo, grande parte da melhor criação de toda a América Latina.
Olivio Tavares de Araújo

Os quadros de Claudio Tozzi não manifestam uma racionalidade geométrica mas o espírito de geômetra. Da “realidade sem mistérios”, engendrada pela Ciência despoetizadora, Tozzi retoma o “mistério do mundo”, porque sua geometria traz consigo vestígios do invisível.
Olgária Matos

Há um desencadeamento de formas em alguns quadros sem o salvo-conduto dos temas, um balé de elementos eminentemente gráfico, espirais, poliedros cujas direções são contraditas, qualquer pista que dê à profundidade a perspectiva é desmentida por uma outra que desemboca ao lado do espectador.
Nelson Aguilar

Hoje seu trabalho possui raízes mais profundas na tradição da pintura abstrata. E, isso se deve à dinâmica mais rigorosa das telas, as superfícies densamente amarradas, à ênfase ao contorno da pintura e à margem do quadro / objeto, ao jogo de relações formais (construtivas) na superfície e ao cromatismo emotivo.
Sheila Leirner

Obras participantes